quarta-feira, 10 de agosto de 2016

XXVI CURSO TEÓRICO-PRÁTICO INTENSIVO DE ZUMBIDO
07/09 – Recife – PE - HOTEL MERCURE
                          RUA ESTADO DE ISRAEL, 203 - ILHA DO LEITE
Caros amigos otorrinos e fonos, convidamos vocês para o 25ª  Turma do CURSO TEÓRICO-PRÁTICO INTENSIVO SOBRE ZUMBIDO 

Sempre inovando; este é nosso jeito! Usando a conhecida didática e capacidade de síntese para compartilhar ideias, abordaremos tudo que é relevante para o atendimento de pacientes com zumbido em consultório. Diferente de outros cursos previamente ministrados pela Dra Tanit, este evento terá a participação prática e ativa da plateia em todas as aulas. Para melhor aproveitamento do conteúdo prático, este curso é aplicado a pequenas turmas (30 vagas por curso), de modo informal e com tempo para troca de experiências entre os participantes. Por ser um trabalho de equipe, sugerimos a participação de duplas de otorrinos+fonos para aumentar a probabilidade de implantação do aprendizado nos consultórios.

Organização:            Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez (Otorrinolaringologista Livre-Docente pela FMUSP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez 

Gerência Financeira e Administrativa: Luzia Feitoza e Isabel Gomes

Público alvo: Otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos

Data:              Sábado, 07/09/2016

Local:             Rua Estado de Israel, 203 - Ilha do Leite em Recife - Pernambuco

Contato:        (11) 3021-5251 ou contato@institutoganzsanchez.com.br

Inscrições:     R$ 425,00 (acesso às aulas, coffee-breaks, almoço e certificado). Ficha de Inscrição: acesse aqui.

Formas de Pagamento: Depósito Bancário: 033 (Banco Santander), Agência: 0560 - C/C: 13.002187-9 CNPJ: 12.380.605/0001-34. Favorecido: Instituto Ganz Sanchez Organização de Eventos
- Boleto Bancário: favor solicitá-lo através de Telefone: (11) 3021-5251 ou e-mail: contato@institutoganzsanchez.com.br.

Esperamos por você!

terça-feira, 3 de maio de 2016

Criança tem zumbido?

Querem saber se criança tem zumbido? Siiiiiiiim! Se vocês nunca viram uma delas, provavelmente vão duvidar... mas vamos aos argumentos:


A) Tive a oportunidade de orientar o doutorado da Dra Cláudia Coelho que, junto com a fono Sandra Weber, testaram 506 crianças de 5 a 12 anos, em escolas públicas ou privadas no interior do Rio Grande do Sul. Sabendo que crianças têm tendência de gerar falsos positivos para agradar os examinadores, nosso questionário tinha 3 critérios de rigor para considerarmos que uma criança da pesquisa tinha zumbido. Ela tinha que: 1) responder SIM para a pergunta "você ouve algum barulhinho nos seus ouvidos quando está tudo em silêncio?"; 2) saber descrever COMO era o som; 3) saber descrever ONDE o ouvia (lado do ouvido ou cabeça). Ficamos surpresas de constatar que 37% dessas 506 crianças tinham a percepção de zumbido (Coelho CCB, Sanchez TG, Tyler R. Tinnitus in children and associated risk factors. Prog Brain Res. 2007;166:179-91).

B) Depois dessa experiência, meu pensamento era "se as crianças têm mais zumbido do que o percentual obtido nas pesquisas de prevalência na população geral - que nem incluem crianças! - então, os adolescentes também devem ter!". Lá fomos nós buscar essa resposta... na pesquisa com 170 adolescentes de 12 a 17 anos, vimos que: 1) usando um questionário como instrumento para saber a resposta à pergunta "você tem ou teve zumbido nos últimos 12 meses?", constatamos que 54,7% deles responderam SIM, além de terem esclarecido como era o som, onde o percebiam (ouvidos ou cabeça) e em que situações ele aparecia; 2) quando colocados dentro da cabina acústica para medir a audição, 28,8% deles também foram capazes de fazer acufenometria (medida da frequência e intensidade do zumbido) porque o estavam percebendo naquele preciso momento! Resumindo: mesmo considerando apenas a taxa de zumbido obtida dentro da cabina (que foi o trunfo desse trabalho), DE NOVO vimos uma prevalência de zumbido muito maior do que a relatada nos estudos com a população geral. Esse trabalho completo até foi dividido em duas publicações: Sanchez TG, Oliveira JC, Kii MA, Freire K, Cota J, Moraes FV. Tinnitus in adolescents: the start of the vulnerability of the auditory pathways. Codas. 2015;27(1):5-12 e Sanchez TG, Moraes FV, Casseb J, Cota J, Freire K, Roberts LE. Tinnitus is associated with reduced sound level tolerance in adolescents with normal audiograms and otoacoustic emissions. Sci Reports, no prelo).

Então, se zumbido é mais comum do que o esperado em crianças e adolescentes, por que eles não chegam aos nossos consultórios? Simples! Ficou claro que eles não têm incômodo e nem contam aos pais - geralmente porque acham que “é normal” ou que “todo mundo tem” ou porque dormem com a TV ligada. Com isso, existe uma habituação/adaptação espontânea ao zumbido nessas faixas etárias, gerando menos repercussão negativa na qualidade de vida (esse é o lado bom da coisa ruim). Por outro lado, deixar de investigar a tratar precocemente são os fatores primordiais para incentivar a cronicidade, tornando uma boa resposta a um eventual tratamento potencialmente mais difícil no futuro.

Para finalizar, faço um convite a vocês: que tal incluir uma perguntinha básica na anamnese de crianças ou adolescentes: “Você ouve algum som nos seus ouvidos/cabeça quando está tudo em silêncio?”. Isso é válido para otorrinos, fonos, pediatras, hebiatras, psicólogos, etc. Eles conseguem ser bem precisos nas respostas e certamente avançaríamos mais nesse tópico intrigante.





quarta-feira, 20 de abril de 2016

Conheça os problemas do ouvido que estão “virando moda”: Hiperacusia, Misofonia e Zumbido

Tão comuns, mas tão pouco conhecidos, que mereceram canais específicos de divulgação e cada vez mais pessoas estão se identificando com eles.
A vida moderna tem mesmo causado alguns problemas mais sutis nos ouvidos que ainda não são tão famosos como a perda auditiva. Mas do jeito que a comunidade está se identificando com esses problemas, em breve eles serão mais populares do que a surdez.
A exposição crescente aos ruídos, seja por diversão, por trabalho ou simplesmente pela vida agitada das grandes cidades, tem mudado a maneira pela qual os ouvidos reagem aos sons e deixado-os mais sensíveis. 

A demanda de pessoas aos consultórios médicos se queixando de intolerância aos sons da vida aumentou muito e atualmente, atendo pelo menos uma pessoa por dia que se incomoda com o volume da voz das pessoas falando, da TV ligada, do trânsito, da praça de alimentação nos shoppings, dos latidos de cachorro etc. Essa é a história típica de quem tem Hiperacusia, que é uma intolerância com o volume dos sons. 

Por mais que seja esperado que os sons altos incomodem mais as pessoas do que os sons baixos, os portadores de Hiperacusia já começam a incomodar com sons antes dos 95 deciBels (dB) esperados para começarem a deflagrar desconforto. “Para se ter uma noção, uma conversa em volume normal alcança cerca de 60-65dB. Nos casos mais graves de Hiperacusia, as pessoas já sentem desconforto ao ouvirem sons de 40-50dB, o que praticamente inviabiliza uma vida profissional ou social.
Também tem ficado mais comum receber pessoas jovens se incomodando com sons baixos, mas repetitivos, como pessoas mastigando nas refeições ou mascando chiclete, nariz fungando, papel de bala, de pipoca ou de salgadinho no cinema, tamborilar de dedos, clique de caneta, chinelo arrastando etc. Diferente dos outros pacientes, esses jovens têm uma forte reação de raiva quando ouvem esses sons e alguns até chegam a ser agressivos. Para eles, não basta abaixar o volume dos sons, eles têm que desaparecer. Essa é a Misofonia ou Síndrome de Sensibilidade Seletiva do Som, conhecida também como 4S. Curiosamente, mais de 90% desses casos começam na infância ou adolescência, só que a falta de conhecimento faz com que essas pessoas sejam marginalizadas como ranzinzas ou anti-sociais, o que aumenta ainda mais o sofrimento. Uma maneira de acolher essas pessoas que ainda não têm respaldo da classe médica foi criar o S.O.S. Misofonia (http://misofonia.com.br) com dois objetivos: distribuir conhecimento à população carente de informação e permitir que os sofredores enviem um alerta anônimo a outra pessoa que nem sabe que faz os sons que o incomodam tanto.

O terceiro membro dessa família de efeitos colaterais dos ruídos da vida sobre os ouvidos é o zumbido. Esses sons podem ser comparados a apitos, chiados, cigarras, grilos, panela de pressão, etc e ocorrem em todas as idades, inclusive crianças e adolescentes, podendo comprometer o sono, a concentração na leitura, o equilíbrio emocional e até a vida social e familiar.
Pesquisas mostram que 1 a cada 4-5 pessoas tem zumbido, facilitando a compreensão de como isso se tornou tão comum. Como em qualquer família, os membros andam em grupos, ou seja, um único paciente pode ter associação de zumbido, misofonia e hiperacusia ao mesmo tempo.

Diagnósticos e Tratamentos: Hiperacusia e Misofonia 
Juntas ou separadas, podem ser amenizados com tratamentos diferentes, porém que devem ser personalizados caso a caso: medicações, terapia sonora com uso de sons de fraca intensidade, terapia cognitivo-comportamental e muita informação. Entender o problema é metade do caminho para quem não sabe o que tem. 

O portal S.O.S Misofonia (http://misofonia.com.br) ajuda a entender um pouco mais sobre essa doença recente e devastadora, além de alertar um outro indivíduo ‘anonimamente’ (seja no ambiente escolar ou profissional) que o barulho produzido traz um grande incômodo.

Zumbido 
Apesar de muitas pessoas pensarem que não existe tratamento para o Zumbido, já existe  e vários pacientes já receberam melhora no sintoma e também alguns alcançaram a cura, mas, para que seja iniciado é preciso uma análise do paciente e que englobe a rotina de trabalho, os hábitos alimentares -  a ingestão de gorduras, cafeína e doces – se toma alguma medicação de uso contínuo e qual o volume e a intensidade que o paciente escuta música, dentre outros. Só com esse perfil é possível tratar o paciente de forma adequada, seja com medicamentos ou com a reeducação para algum hábito ruim.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Zumbido é coisa dos tempos modernos?

De jeito nenhum! Zumbido é um assunto muito, muito antigo. Acreditem se quiserem: como tudo que é difícil de ser compreendido, ele ficou muito tempo sendo interpretado com conotações de magia.
O papiro de Ebers, do século XVI a.C., cita o zumbido como “um ouvido enfeitiçado” e o tratamento era “tirar o feitiço” com óleos no ouvido. Entre os assírios, por volta de 700 a.C., era comum a crença de que “se a mão de um fantasma toca um homem, os seus ouvidos apitam”.
Só na Idade Média é que o zumbido começou a ser tratado de modo mais individualizado. No século XX, vários passos importantes contribuíram para o avanço do conhecimento sobre o zumbido: a criação dos eventos científicos em várias partes do mundo, a formação de algumas associações sem fins lucrativos em diversos países, o franco aumento das publicações científicas e leigas, etc. Portanto, recentemente, mais profissionais estão se sensibilizando e investindo no conhecimento do zumbido para tratá-lo adequadamente e melhorar a qualidade de vida do paciente. Isso por si só já significa uma grande esperança!
Outra coisa interessante: você sabia que muitas pessoas "normais" podem perceber sons em seus ouvidos quando estão no silêncio? Pois é! Em 1953, uma pesquisa simples realizada na Inglaterra mostrou que muitas pessoas saudáveis perceberam sons quando permaneceram alguns minutos dentro de uma cabine à prova de som, prestando atenção em seus ouvidos. Na verdade, cada pessoa que entrava na câmara tinha a ilusão de que ouviria algum som dado pelos pesquisadores. Só que eles permaneceram no silêncio o tempo todo, apenas prestando atenção a seus ouvidos! Para surpresa de todos, 94% dessas pessoas perceberam sons compatíveis com zumbido durante o período de silêncio…
Nós reproduzimos essa pesquisa aqui no Brasil em 2007, como projeto de doutorado de uma aluna, a Keila. Usando um pouco mais de rigor científico, vimos que cerca de 70% de pessoas saudáveis realmente percebe sons nos ouvidos quando está em silêncio e com a atenção seletiva voltada para os ouvidos.
Nessas duas experiências, há uma lição muito interessante: muitas pessoas percebem zumbido em silêncio e, portanto, este é um comportamento normal nessas condições! Sabe por quê? No silêncio, a via auditiva está temporariamente privada de receber sons, e como o zumbido é o único som presente nessa situação, o cérebro avidamente presta atenção nele.
Isso simplesmente demonstra que nossa via auditiva funciona o tempo todo, mesmo quando não há sons externos para serem ouvidos. Resumindo, algumas pessoas têm a capacidade de perceber sons de baixíssimo volume dentro de seus ouvidos quando estão no silêncio, pois esses sons representam o próprio funcionamento da via auditiva. Portanto, não há nada de errado nisso e alguns até o chamam de ‘som do silêncio’!
Se você é uma dessas pessoas que:
1. só percebe um zumbido no silêncio do seu quarto, poucos minutos antes de dormir;
2. já fez avaliação médica que não mostrou perda auditiva ou nada mais que precise de tratamento;
3. não tem nenhum incômodo com seu zumbido;
Então, não se preocupe tanto… isso PODE fazer parte do que é considerado normal!
Para aqueles que se incomodam com o zumbido na hora de dormir, já dá para perceber que o silêncio e a atenção na via auditiva são dois grandes inimigos dessas pessoas, certo? 
Assista os vídeos da TV Zumbido (www.tvzumbido.com.br). Lá tem conhecimento para todos!!!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Você e seu sintoma: o corpo FALA!!! Vamos OUVIR?

Olá, eu sou o seu sintoma!

Tenho muitos nomes: zumbido, tontura, dor (de cabeça, garganta, costas, articulações), catarro, depressão, ansiedade, tosse e muitos outros. Sou voluntário para o pior trabalho: ser o MENSAGEIRO de notícias pouco agradáveis para você.

Você não me entende. Acha que eu quero incomodar, limitar e estragar seus planos de vida. Não é assim, isso seria um absurdo! Sou o sintoma e estou TENTANDO LHE FALAR numa linguagem que você entenda.
Pense: você negociaria com terroristas, batendo na porta com uma flor na mão e vestindo uma camiseta com o símbolo da paz impresso nas costas? Não, né? Então, eu também não posso ser sempre “sutil” e “levinho” quando preciso lhe passar uma mensagem e VOCÊ NÃO ME DÁ ATENÇÃO, reclama de mim para todos, mas não pára um minuto para tentar entender o motivo de minha presença no seu corpo. Apenas me deixa impotente, mas devo ficar firme e constante até lhe fazer entender a mensagem.
O que você faz? Me adormece com antiinflamatórios, me suplica para sumir com sedativos, quer me apagar com quimioterapia. Tenta me calar dia após dia. Até prefere consultar bruxas e adivinhos para me fazer sumir como uma mágica... mas minha única intenção é lhe passar uma mensagem, que você insiste em ignorar totalmente.
Imagine que sou a sirene do Titanic, aquela que tenta de mil maneiras avisar que tem um iceberg na frente, que você vai bater e afundar. Toco durante horas, dias, meses, tentando salvar sua vida! E você só reclama que não deixo você dormir, caminhar, trabalhar. Está compreendendo? Para você, eu sou “a doença”. Que absurdo! Não confunda as coisas.
Aí você vai ao médico e paga por tantas consultas. Gasta um dinheirão em medicamentos. 
Eu não sou a doença, sou o sintoma. Por que me cala, quando sou o único ALARME QUE ESTÁ TENTANDO LHE SALVAR?
A doença é você, o seu estilo de vida, suas emoções reprimidas e desorganizadas. É bom você se sentir incomodado por estar lendo isso. É bom se achar um “golpe na sua inteligência”. Está certo se sentir frustrado. Eu lhe entendo e posso conduzir o seu processo muito bem. Isso faz parte do meu trabalho, não precisa se preocupar. A boa notícia é que DEPENDE DE VOCÊ não precisar mais de mim, depois que analisar o que tento lhe dizer e prevenir.
Quando apareço, é para lhe avisar que algo na sua vida deve ser analisado e resolvido para não ficar doente. Pergunte-se sempre “por que esse sintoma?”, “o que preciso entender?", "o que devo mudar em mim?". Se essas perguntas ficarem apenas na sua mente, nada muda... PERGUNTE TAMBÉM AO SEU CORAÇÃO, ÀS SUAS
EMOÇÕES, ao seu inconsciente!
Quando eu aparecer no seu corpo, antes de procurar um profissional para me calar, analise o que tento lhe dizer verdadeiramente. Por favor, me entenda... ou você acha que eu gosto do que eu faço? Tome consciência, reflita e aja rapidamente. Modéstia à parte, meu trabalho é excelente. Quanto antes você tomar consciência da mensagem, mais rápido irei embora. Aos poucos verá que, quanto melhor me analisar, menos lhe visitarei. Garanto que chegará o dia que não me sentirá mais, quando atingir esse equilíbrio como “analisador” de sua vida, de suas emoções, de suas reações, de sua coerência.
Atenciosamente,
O sintoma.
Autor desconhecido; adaptado e resumido por Tanit Ganz Sanchez

quinta-feira, 7 de maio de 2015


Ser MÃE - com letras maiúsculas - realmente é um dos maiores aprendizados que a vida pode dar às mulheres.


Espero que você tenha EMOÇÕES gostosas e reconfortantes quando pensa nessa palavra:
- seja por lembrar da sua mãe, mesmo que ela não esteja tão perto
- seja por lembrar da sua avó, mesmo que ela não esteja tão perto
- seja por lembrar de você, mesmo que seus filhos não estejam tão perto

Como qualquer aprendizado, quem disse que é fácil ser MÃE? Afffe!!!
Maternidade é muito mais do que dar à luz, alimentar, vestir e colocar para dormir. 
Isso qualquer uma faz. O difícil, pelo menos para mim, é o malabarismo de me equilibrar o tempo todo na corda bamba,jogando SEIS bolas para cima e pegando-as sem deixar nenhuma cair e quebrar.

1ª bola: nosso papel de moldar a personalidade dos filhos 
naquilo que é possível, QUANDO possível (sim, tem tempo para isso e quanto antes, melhor)
e COMO possível (sim, tem jeito para isso, mas eu não sei exatamente qual é...), 
sempre para o bom caminho. 
Afinal, 
pus duas filhas no mundo achando que elas vão ser boas e felizes!

2ª bola: ter que ser bom exemplo (quase) o tempo todo para que eles não pensem que seu lema predileto é "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" (desmoralizante, né?). Essa bola foi motivadora para meu amadurecimento logo na primeira gestação. Sou dura comigo mesma e não me permito errar com o que já errei antes (a autocobrança chegou aqui e nunca mais saiu, rs).  

3ª bola: achar que eles vão valorizar nossos bons exemplos, mesmo quando alguém chega com a tentação: 
"ahh, deixe de ser careta, que mal faz só um pouquinho?"(um pouquinho de qualquer coisa que você ache que pode estragar seu filho) Esse é um dos meus sonhos. Será que elas vão ter esse discernimento e vão aprender com as ciladas da vida? Ai, que bola difícil de equilibrar!

4ª bola: entrosar as diferenças de personalidade, para que um sempre entenda o outro, mesmo quando não concorda. É o segredinho da receita para que o amor, a harmonia, a paz e o diálogo estejam sempre presentes dentro de casa. Essa é a bola mais frágil e a que mais me cansa equilibrar... mas é a que mais vale a pena!

5ª bola: ensinar, desde sempre, a lição de que "combinado é combinado". 
Sua palavra de honra bem cumprida faz de você uma pessoa confiável, que merece a credibilidade dos outros. 
Isso tem muito valor agregado, mas é um pensamento em extinção :( Pessoas que falam uma coisa e fazem outra podem nos fazer mal a qualquer momento. Esse é outro dos meus sonhos... será que elas vão demorar para entender isso na prática? Será que vão aprender com as ciladas da vida?

6ª bola: aceitar (e agir de acordo!) que seus filhos podem sim, saber mais do que você em algumas coisas. 
Para falar a verdade, essa bola eu tenho grande prazer de equilibrar! Não tem dinheiro no mundo que pague sua sensação de "queixo caído" porque sua filha foi surpreendentemente boa em alguma coisa (qualquer coisa!)

Rezo todo dia para conseguir equilibrar bem essas bolas!
Agora que o CORAÇÃO de mãe já está aliviado, vamos falar dos OUVIDOS, que é o tema de hoje, rsrs!
Sabe quando os ouvidos dos nossos filhos começam a funcionar? Entre a 5a e a 7a semana de gestação!!! 
Muita gente nem sabe que está grávida nessa época!

E o que esse fato muda na sua vida? Para quem já "fechou a fábrica", não muda nada. 
Para quem ainda quer ter filhos, ATENÇÃO! Quanto mais você explorar bem esse conhecimento, melhor!!!Hããã?

Vamos vincular EMOÇÕES, CORAÇÃO e OUVIDOS de uma vez!
Logo no comecinho da gestação, seu filho já pode ser emocionalmente bem moldado só porque já tem OUVIDOS funcionantes.Não é legal?
- ele pode ouvir sua voz de mãe feliz porque está gravida. Ouvindo, ele sente...
- ele pode ouvir as músicas calmas que você coloca especialmente para ele
enquanto passa a mão na própria barriga e fala com ele. Ouvindo, ele sente...
- ele pode ouvir as conversas que você tem com o pai sobre como vocês estão esperançosos
com a chegada dele e a vida nova. Ouvindo, ele sente...
- mas ele também pode ouvir quando você fala coisas que não são as melhores
que poderiam sair de sua boca. Ouvindo, ele sente...
Percebeu a importância?

Portanto, dê valor aos seus OUVIDOS! 
Eles são muito importantes na nossa vida, desde o comecinho!
E eu sou suspeita para falar, né? Sou MÃE e sou otorrino "viciada" em saber cada vez mais sobre essa parte do corpo, :)

Dedico esse texto em homenagem a todos os filhos de uma MÃE!
Pensou bobagem? Essa foi apenas uma maneira diferente de homenagear a todos :)
Feliz Dia das Mães! Nós realmente merecemos!!!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Claudia Leitte, você está muito certa, viu? Virei sua fã!




Quem acompanhou o "barulho" que a Claudia Leitte conseguiu provocar no ensaio da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel mês passado? Justo porque ela pensou em "silenciar" um pouco do alto volume do som que chega aos ouvidos dela com protetores de ouvido personalizados para ela... Imaginem só, ser vaiada por fazer a coisa certa.


O que vocês acham disso? Confesso que senti uma mistura de raiva (de quem vaiou) com pena (de quem foi vaiado; poderia ter sido qualquer um) e com frustração (por ver taaanto desconhecimento sobre a fragilidade dos ouvidos perante o som de uma bateria). Sempre que sinto coisas ruins como essas, me obrigo a mudar de sintonia: respiro fundo, me acalmo e tento pensar com a cabeça (mais) aberta para tentar entender o outro lado das coisas.


Frutos dessa reflexão:

1. A Claudia Leitte, como qualquer cantora que se preze, sabe que depende dos ouvidos e da voz para fazer e manter uma carreira de sucesso. ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


2.  Tudo que eu queria era que alguém famoso mostrasse em público que se importa com a saúde auditiva, para que os imitadores fizessem o mesmo. Pensei até numa cena de novela em que uma turma fosse para a balada, cada um usando um protetor de ouvido de cor diferente! Isso ia ajudar muita gente a entender que é NECESSÁRIO proteger os ouvidos! Quase pulei de alegria ao ver a foto da Claudia Leitte com protetor de ouvidos em plena Sapucaí, pois todos os anos nós atendemos pessoas que amargam um zumbido e uma perda auditiva permanente depois dos exageros do Carnaval e se arrependem profundamente. ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


3. tem gente que comentou na entrevista "Isso é coisa de principiante, de alguém que acabou de entrar para o samba. Como ela vai interagir com a bateria assim?" Principiante ou não, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


4. teve quem falou: “É uma questão de costume. Eu acho indelicado com a bateria.” Eu jamais pensaria em indelicadeza, mas foi ótimo saber que alguém pode pensar dessa maneira. Quem sabe isso pode ajudar nas campanhas de divulgação do assunto? De qualquer jeito, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


5. Senti uma certa maldade nesse comentário que veio a público: “Ela não quer ouvir o coração da escola? Se ela não pode ouvir a bateria, passa a bola. É a maior emoção escutar aquele som. Aí vou tampar? Nem pensar”. Acho que ser eleita Rainha da Bateria deve ser uma emoção e tanto para quem ganha, deixando muuuuita gente com inveja. Por mim, ELA FEZ CERTO, mas foi v-a-i-a-d-a!!!!


6. O comentário mais precioso para mim foi esse: “Não temos esse hábito aqui. Depois dos ensaios, parece que a bateria ainda está no nosso ouvido. Mas a gente se acostuma e, quando chega em casa, já passou o efeito.”. Puxa, se as pessoas soubessem que os ouvidos que ficam com esse zumbido temporário são aqueles que já são vulneráveis, entenderia melhor que o risco de continuar se expondo ao som da bateria (ou de outros) é maior do que o de outras pessoas.


7. A pérola final da entrevista ficou por conta da frase: A escola informou que, por ser intérprete, ela não pode ter a audição prejudicada. O motivo não convenceu o público. “Quando ela decidiu ser rainha não imaginou que o barulho fosse ser alto?” Ai,ai,ai... o que será que tem poder para convencer o público além das inúmeras informações de pesquisas científicas ancestrais e até de várias coisas leigas que estão na internet para serem vistas por todos? Para quem não acredita na inteligência da PREVENÇÃO, acho que só mesmo a dolorida experiência de uma lesão auditiva no próprio ouvido para as pessoas acreditarem.

Por isso, digo sem medo de ser vaiada: CLAUDIA LEITTE, VOCÊ ESTÁ MUITO CERTA, VIU? VIREI SUA FÃ!!!

Profa Dra Tanit Ganz Sanchez

Presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido