quarta-feira, 19 de abril de 2017

Post 4 de 5 - Cuidados especiais e dicas para o uso adequado e seguro dos medicamentos.

Olá, agora vamos falar sobre tratamento medicamentoso. Isso vale para o medicamento de referência ou o genérico.

Gente, tem medicamento de tudo quanto é tipo, cor, tamanho, indicação e jeito de tomar.
Só para você ter uma ideia:



A. Existem remédios na forma de gotas (para pingar nos olhos, nos ouvidos ou usar com conta-gotas), na forma de xarope ou suspensão, na forma de comprimidos ou cápsulas para engolir, na forma de cremes ou pomadas para passar na pele ou na forma injetável (para aplicar no subcutâneo, no músculo ou na veia).

B. Existem remédios para melhorar o funcionamento lento ou acelerado de qualquer órgão do nosso corpo. Alguns são vendidos na farmácia sem receita e outros, só com receita. É aí que mora um dos perigos...

C. Existem remédios que têm pouca chance de causar efeitos colaterais e outros que têm maior chance, especialmente se forem tomados de modo errado ou misturados com álcool ou com outros remédios que não se combinam.

D. Existem remédios que devem ser usados por dose única ou por tempo curto, pré-definido pelo médico; outros, devem ser usados por tempo longo e indefinido, dependendo do acompanhamento médico.

Reparou que eu estou reforçando a importância da parte médica? Pois é... todo médico tem histórias tristes para contar sobre o uso indevido dos medicamentos. Por isso, é importante fazer a coisa certa!


Quando estiver doente, procure seu médico de confiança! Ele vai lhe ajudar a recuperar a saúde. Saiba que algumas pessoas, inacreditavelmente, saem da consulta médica sem entender direito o que vão tomar, por que vão tomar e por quanto tempo vão tomar. NUNCA faça isso! É seu direito saber detalhes do tratamento medicamentoso e é seu dever perguntar de novo se não tiver entendido bem. 

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XXX CURSO TEÓRICO-PRÁTICO INTENSIVO DE ZUMBIDO 
03/06 na Sede do Instituto Ganz Sanchez - São Paulo

Nesta turma, compartilharemos as novidades do:  I Word Tinnitus Congress (maio-Polônia)

Caros amigos otorrinos e fonos, convidamos vocês para o 30ª  Turma do CURSO TEÓRICO-PRÁTICO INTENSIVO SOBRE ZUMBIDO 

Sempre inovando; este é nosso jeito! Usando a conhecida didática e capacidade de síntese para compartilhar ideias, abordaremos tudo que é relevante para o atendimento de pacientes com zumbido em consultório. Diferente de outros cursos previamente ministrados pela Dra Tanit, este evento terá a participação prática e ativa da plateia em todas as aulas. Para melhor aproveitamento do conteúdo prático, este curso é aplicado a pequenas turmas (30 vagas por curso), de modo informal e com tempo para troca de experiências entre os participantes. Por ser um trabalho de equipe, sugerimos a participação de duplas de otorrinos+fonos para aumentar a probabilidade de implantação do aprendizado nos consultórios.

Organização:            Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez (Otorrinolaringologista Livre-Docente pela FMUSP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez 

Gerência Financeira e Administrativa: Luzia Feitoza e Isabel Gomes

Público alvo: Otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos

Data:              Sábado, 03/06/2017

Local:             Av. Padre Pereira de Andrade, 353 - Alto de Pinheiros

Contato:        (11) 3021-5251 ou contato@institutoganzsanchez.com.br

Inscrições:     R$ 494,00 (acesso às aulas, coffee-breaks, almoço e certificado). Ficha de Inscrição: acesse aqui.

Forma de Pagamento: 
- Boleto Bancário: favor solicitá-lo através de Telefone: (11) 3021-5251 ou e-mail: contato@institutoganzsanchez.com.br.

Esperamos por você!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Post 3 de 5 – Doenças curtas, doenças looongas e sequelas: como lidar com elas?

Olá! Agora nós vamos falar sobre os problemas mais comuns que tiram a nossa saúde em alguma época da vida.


Tem doença curtinha, que vai ficar com você por uns dias ou semanas e depois vai embora. TODO MUNDO vai ter pelo menos uma dessas! Quem não se lembra de ter ficado mal por causa de catapora, ou caxumba, ou rubéola, ou dor de dente, ou resfriado ou outra coisa? Elas podem causar sintomas desagradáveis, que nos limita e até nos preocupam, mas que não recair com frequência. Nesses casos, os medicamentos nem sempre tratam as doenças, mas podem diminuir o desconforto enquanto o corpo se recupera.

Tem doença loooonga, que vai te acompanhar muitos anos da sua vida, mesmo que você não queira... Por exemplo: diabetes, pressão alta, insuficiência renal ou cardíaca etc. Mesmo que você as controle bem na maior parte do tempo, quando você resolve relaxar ou afrouxar as rédeas desse controle, elas fazem questão de mandar um sinal para você lembrar que elas continuam do seu lado!

Por fim, tem aquelas coisas mais chatas ainda, chamadas de sequelas, que são as cicatrizes de algumas das doenças que nós tivemos. Mesmo que a doença em si seja curta e que nunca mais volte, ela pode deixar uma lembrança desagradável e inesquecível do tempo que ela esteve com você. Por exemplo: a caxumba dura pouco, mas pode deixar uma surdez ou uma esterilidade como sequelas; zika dura pouco, mas pode deixar problemas definitivos no cérebro ou no fígado.

Os medicamentos são opções muito usadas para tratar doenças curtas, longas ou sequelas. Alguns pacientes se dão muito bem com isso, outros nem tanto. Por isso, esse assunto gera muitas dúvidas. Vamos começar com uma delas: vale a pena tomar medicamento genérico?

Primeiro, vamos entender a relação entre o medicamento genérico e o de referência (ou de marca). Um comprimido de genérico deve ser IDÊNTICO ao comprimido do medicamento referência. Portanto, eles devem conter a MEEESMA quantidade grande de princípio ativo (a parte que melhora a doença) e a MEEESMA quantidade mínima de substâncias tóxicas (sim, elas existem e dão os efeitos colaterais).

Os genéricos também devem ser testados cuidadosamente pelo Ministério da Saúde para serem aprovados e comercializados. Eles precisam “passar na prova” na matéria de bioequivalência, para provarem que apresentam o MESSSSMO efeito dos medicamentos de referência.

A única diferença oficial é que o genérico não tem marca, por isso você pode economizar nessa compra. Foi isso que fez os genéricos ficarem tão populares. Então, teoricamente, deveria ser bem seguro usar os genéricos. MAS... a verdade é que devemos tomar muito cuidado com isso e só escolher laboratórios que são fontes confiáveis de medicamentos genéricos. Você deve conhecer histórias sobre maus resultados, né? Eles realmente acontecem por aí e, por isso, dividem a opinião dos próprios médicos: usar ou não usar genérico, eis a questão! Afinal, normalmente compramos remédio para as pessoas mais queridas da nossa vida!

No próximo post, tem mais bate papo sobre saúde e medicação. Não perca!


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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Post 2 de 5 - Começando a perder a saúde: e agora?


 

Olá! Agora vamos falar sobre a perda da saúde, que é bem representada pelas doenças. Pensa em qualquer doença que você tenha ou que já tenha tido. Seja lá em qual você pensou, tenho certeza que ela pode provocar:


     

a)      alguns - ou até vários - sintomas desagradáveis nas partes do corpo que perderam     a saúde.

b)      algumas - ou até várias - limitações, algo do tipo “eu não posso isso, eu não posso      aquilo”.

c)     alguns - ou até vários - sentimentos ruins, como preocupação de ser grave ou        piorar, receio que os outros saibam e te discriminem, medo do futuro no trabalho,         irritabilidade por não poder fazer tudo o que gostaria, etc
  Acertei? Então, querer melhorar é o caminho mais natural. Na pressa de melhorar logo,   muita gente vai atrás dos medicamentos por achar que a solução vem mais rápido.
  Essa ideia não está totalmente errada, não! MAAAAS... saiba que os medicamentos podem SIM melhorar as doenças e até salvar vidas, mas eles TAMBÉM podem complicar ou tirar uma vida. Por isso, gente, nunca deixe de fazer a coisa certa em relação aos remédios! A sua saúde realmente está em jogo. Agora eu te convido para uma reflexão. Pense comigo! Antes de usar um remédio ou medicação ou medicamento (sim, esses nomes querem dizer a mesma coisa): 
A.      Você deve entender o que aqueles sintomas estão fazendo ali. Por que eles apareceram? Será que você simplesmente foi vítima (por exemplo: caiu algo na sua cabeça enquanto você passava na rua; colocaram entorpecente na sua bebida enquanto você estava distraído) ou será que você fez ou deixou de fazer alguma coisa (por exemplo: fumou/bebeu/comeu mais do que devia, esqueceu de usar preservativo numa relação sexual temporária, preferiu não se agasalhar num dia frio). Todos os sintomas têm motivo, o problema é que às vezes a gente não entende direito - ou faz de conta que não entende - esse motivo.
 B.      Com a ajuda de seu médico de confiança, você vai entender melhor os motivos dos seus sintomas. Isso se chama investigação médica e sempre vem em primeiro lugar. Com raciocínio lógico, o bom médico junta as pistas, descobre o problema e recoloca o paciente no caminho da recuperação da saúde, sempre que possível. Essa é uma das grandes belezas da Medicina. Vocês já repararam que sou apaixonada pelo assunto, né?
 C.      Remédio só deve vir depois dessa investigação inicial. Mesmo que seu médico sugira que você use um remédio para sua doença, veja o que mais VOCÊ pode fazer para não ter recaídas. Por exemplo: se você tem dor de cabeça, poderia ser porque não bebe tanta água durante o dia como deveria e, talvez, começar a beber mais água poderia lhe ajudar a não ter outras dores de cabeça no futuro?; se sua digestão é meio complicada (mais lenta ou acelerada ou com muita azia), poderia ser porque seu estômago ou intestino têm problemas para digerir doces, cafeína, lactose ou gluten e, talvez, você poderia melhorar se deixasse de comer alguns dos seus alimentos preferidos? se você tem dores nas costas com frequência, poderia ser porque costuma sentar ou dormir em posições ruins e, talvez, você poderia melhorar se mudasse essas posições?
 Viu como tem muita coisa bacana para a gente pensar? No próximo post, tem mais bate papo sobre saúde e medicação. Não perca!#cuidamosdasaúde #vemcomagente #naoaautomedicacao #usocorretoderemedios #quandousarantibiotico #melhorespraticasparaasaude #dratanitganzsanchez #zumbidonoouvido #perdadeaudicao #institutoganzsanchez #blitzdoouvido #novembrolaranja



segunda-feira, 20 de março de 2017

Post 1 de 5 - Saúde, nosso diamante mais precioso





Olá! Hoje vamos falar sobre saúde, essa palavrinha simples, que tem um significado mais complexo do que se imagina. 

Para a Organização Mundial da Saúde, o conceito de saúde significa um completo bem estar físico, social, emocional e espiritual – esse é o lado complexo. Teoricamente, precisa estar bem em muita coisa para você ser considerado saudável. Na prática, saúde significa sentir-se bem. 

Para mim, no papel de médica, saúde tem um lado mágico! Podemos fazer coisas simples e maravilhosas com boa saúde. Ex: tomar sorvete (quem tem muita dor de garganta, nem sempre consegue); andar de bicicleta com amigos ou família (quem tem dor nas costas, tontura, doenças neurológicas etc, nem sempre consegue); dormir bem (quem tem insônia, ansiedade, depressão, ronco ou apneia, insuficiência cardíaca/respiratória grave, nem sempre consegue), dar risadas num almoço com pessoas queridas (quem tem problemas de audição, de visão ou de digestão, nem sempre consegue). 

Novamente no papel de médica, saúde tem um lado triste... ela pode ser atacada contra a nossa vontade por agressores como vírus, bactérias, fungos, poluição ambiental, mudanças rápidas de temperatura etc. Mas o pior é que muitas vezes ela também é estragada por nós mesmos!!!

Hã, como assim?? Pois é... quantas vezes nós mesmos não “convidamos” agentes agressores para entrarem no nosso corpo por livre e espontânea vontade? Cigarro, bebidas alcoólicas, todos os tipos de drogas naturais ou sintéticas, o excesso de doces, carboidratos simples, frituras, lactose, gluten, corantes, conservantes, etc? 


Quando a saúde é atacada, nosso BEM estar vai embora e dá lugar ao MAL estar, ao desconforto, ao incômodo com sintomas desagradáveis que aparecem na cabeça, no tórax, no abdômen, nas costas, nos braços e pernas ou na mente. Qualquer sintoma em qualquer lugar do corpo pode tirar seu bem estar físico, social, emocional, sexual e espiritual. Ou seja, a saúde, aquele diamante virou bijuteria, pelo menos temporariamente... 

Os médicos e outros profissionais da saúde lidam com esses dois lados: o triste, que é receber o paciente sem saúde, e o mágico, que é querer ajudar a descobrir o que está acontecendo e a recuperar a saúde e ter nosso diamante mais precioso de volta. 

Tem vários caminhos para recuperar a saúde, sabia? Às vezes ele é curto, às vezes é longo; às vezes ele é plano e liso, às vezes íngreme e esburacado; às vezes, só depende do conhecimento médico, mas às vezes - muitas vezes - depende muito mais do paciente ter força de vontade para mudar hábitos que comprometem o corpo. Aposto que você já pensou logo que o caminho mais fácil, plano, liso e que depende só do médico é tomar uma medicação, né? É o que muita gente pensa, mas vamos ver que nem sempre medicação é o “melhor remédio”. 

No próximo vídeo, tem mais bate papo sobre saúde e medicação. Não perca! 

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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

XXVI CURSO TEÓRICO-PRÁTICO INTENSIVO DE ZUMBIDO
07/09 – Recife – PE - HOTEL MERCURE
                          RUA ESTADO DE ISRAEL, 203 - ILHA DO LEITE
Caros amigos otorrinos e fonos, convidamos vocês para o 25ª  Turma do CURSO TEÓRICO-PRÁTICO INTENSIVO SOBRE ZUMBIDO 

Sempre inovando; este é nosso jeito! Usando a conhecida didática e capacidade de síntese para compartilhar ideias, abordaremos tudo que é relevante para o atendimento de pacientes com zumbido em consultório. Diferente de outros cursos previamente ministrados pela Dra Tanit, este evento terá a participação prática e ativa da plateia em todas as aulas. Para melhor aproveitamento do conteúdo prático, este curso é aplicado a pequenas turmas (30 vagas por curso), de modo informal e com tempo para troca de experiências entre os participantes. Por ser um trabalho de equipe, sugerimos a participação de duplas de otorrinos+fonos para aumentar a probabilidade de implantação do aprendizado nos consultórios.

Organização:            Profa Dra. Tanit Ganz Sanchez (Otorrinolaringologista Livre-Docente pela FMUSP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez 

Gerência Financeira e Administrativa: Luzia Feitoza e Isabel Gomes

Público alvo: Otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos

Data:              Sábado, 07/09/2016

Local:             Rua Estado de Israel, 203 - Ilha do Leite em Recife - Pernambuco

Contato:        (11) 3021-5251 ou contato@institutoganzsanchez.com.br

Inscrições:     R$ 425,00 (acesso às aulas, coffee-breaks, almoço e certificado). Ficha de Inscrição: acesse aqui.

Formas de Pagamento: Depósito Bancário: 033 (Banco Santander), Agência: 0560 - C/C: 13.002187-9 CNPJ: 12.380.605/0001-34. Favorecido: Instituto Ganz Sanchez Organização de Eventos
- Boleto Bancário: favor solicitá-lo através de Telefone: (11) 3021-5251 ou e-mail: contato@institutoganzsanchez.com.br.

Esperamos por você!

terça-feira, 3 de maio de 2016

Criança tem zumbido?

Querem saber se criança tem zumbido? Siiiiiiiim! Se vocês nunca viram uma delas, provavelmente vão duvidar... mas vamos aos argumentos:


A) Tive a oportunidade de orientar o doutorado da Dra Cláudia Coelho que, junto com a fono Sandra Weber, testaram 506 crianças de 5 a 12 anos, em escolas públicas ou privadas no interior do Rio Grande do Sul. Sabendo que crianças têm tendência de gerar falsos positivos para agradar os examinadores, nosso questionário tinha 3 critérios de rigor para considerarmos que uma criança da pesquisa tinha zumbido. Ela tinha que: 1) responder SIM para a pergunta "você ouve algum barulhinho nos seus ouvidos quando está tudo em silêncio?"; 2) saber descrever COMO era o som; 3) saber descrever ONDE o ouvia (lado do ouvido ou cabeça). Ficamos surpresas de constatar que 37% dessas 506 crianças tinham a percepção de zumbido (Coelho CCB, Sanchez TG, Tyler R. Tinnitus in children and associated risk factors. Prog Brain Res. 2007;166:179-91).

B) Depois dessa experiência, meu pensamento era "se as crianças têm mais zumbido do que o percentual obtido nas pesquisas de prevalência na população geral - que nem incluem crianças! - então, os adolescentes também devem ter!". Lá fomos nós buscar essa resposta... na pesquisa com 170 adolescentes de 12 a 17 anos, vimos que: 1) usando um questionário como instrumento para saber a resposta à pergunta "você tem ou teve zumbido nos últimos 12 meses?", constatamos que 54,7% deles responderam SIM, além de terem esclarecido como era o som, onde o percebiam (ouvidos ou cabeça) e em que situações ele aparecia; 2) quando colocados dentro da cabina acústica para medir a audição, 28,8% deles também foram capazes de fazer acufenometria (medida da frequência e intensidade do zumbido) porque o estavam percebendo naquele preciso momento! Resumindo: mesmo considerando apenas a taxa de zumbido obtida dentro da cabina (que foi o trunfo desse trabalho), DE NOVO vimos uma prevalência de zumbido muito maior do que a relatada nos estudos com a população geral. Esse trabalho completo até foi dividido em duas publicações: Sanchez TG, Oliveira JC, Kii MA, Freire K, Cota J, Moraes FV. Tinnitus in adolescents: the start of the vulnerability of the auditory pathways. Codas. 2015;27(1):5-12 e Sanchez TG, Moraes FV, Casseb J, Cota J, Freire K, Roberts LE. Tinnitus is associated with reduced sound level tolerance in adolescents with normal audiograms and otoacoustic emissions. Sci Reports, no prelo).

Então, se zumbido é mais comum do que o esperado em crianças e adolescentes, por que eles não chegam aos nossos consultórios? Simples! Ficou claro que eles não têm incômodo e nem contam aos pais - geralmente porque acham que “é normal” ou que “todo mundo tem” ou porque dormem com a TV ligada. Com isso, existe uma habituação/adaptação espontânea ao zumbido nessas faixas etárias, gerando menos repercussão negativa na qualidade de vida (esse é o lado bom da coisa ruim). Por outro lado, deixar de investigar a tratar precocemente são os fatores primordiais para incentivar a cronicidade, tornando uma boa resposta a um eventual tratamento potencialmente mais difícil no futuro.

Para finalizar, faço um convite a vocês: que tal incluir uma perguntinha básica na anamnese de crianças ou adolescentes: “Você ouve algum som nos seus ouvidos/cabeça quando está tudo em silêncio?”. Isso é válido para otorrinos, fonos, pediatras, hebiatras, psicólogos, etc. Eles conseguem ser bem precisos nas respostas e certamente avançaríamos mais nesse tópico intrigante.